quarta-feira, 2 de julho de 2008
9º - Mensagem de Charles Chaplin " Escultor da Vida "
“ Hoje levantei pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite.
É minha função escolher que tipo de dia terei hoje.
Posso reclamar que está chovendo ou agradecer as águas por levarem a poluição.
Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas
Finanças, evitando o desperdício.
Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter um trabalho.
Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus por ter um teto para morar.
Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.
Se as coisas não saírem como planejei, posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.
O dia está na minha frente, esperando para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar a forma.
Tudo depende de mim.”
É minha função escolher que tipo de dia terei hoje.
Posso reclamar que está chovendo ou agradecer as águas por levarem a poluição.
Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas
Finanças, evitando o desperdício.
Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter um trabalho.
Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus por ter um teto para morar.
Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.
Se as coisas não saírem como planejei, posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.
O dia está na minha frente, esperando para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar a forma.
Tudo depende de mim.”
8 º - ALÉM DAS COMPETENCIAS - CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES

CENÁRIOS
A criatividade é um tema que faz parte do contexto atual nas organizações. Aquelas que pretendem substituir o paradigma da sobrevivência pelo paradigma da expansão precisam se reinventar.
Turbulências de toda ordem, mudanças inusitadas de cenários e novas práticas de mercado surpreendem os menos desavisados.
Quando clientes se posicionam e exigem produtos e serviços de custo baixo e alta qualidade, por exemplo, as empresas criativas aproveitam a dica do mercado e alavancam novas práticas e estratégias.
Se um mesmo produto ou serviço, de qualidade e preço similares, é negociado por empresas concorrentes, que diferencial devem apresentar para garantir seu espaço no mercado? É fundamental que empresários, administradores e líderes abordem esta questão como um problema que deve ser resolvido sob a ótica da criatividade.
Estamos vivendo o momento onde as tecnologias de vanguarda facilitam e permitem a expansão do processo criativo. A cada dia, torna-se mais curta a distância entre o fato e a informação. Temos meios de saber o que acontece em qualquer parte do planeta, com uma agilidade ímpar. O conhecimento está ao alcance de todos. O mundo ficou pequeno!
Conhecimento sem uso é um patrimônio pessoal. Podemos colocá-lo ao alcance de todos com o auxílio da criatividade. Ela agrega valor a este patrimônio.
A matéria-prima gerada pela tecnologia – fatos, informações, dados - só é útil quando acompanhada por insight. Ao estabelecer conexões entre os dados e chegamos à EUREKA (achado, descoberta) e as ações criativas tornam-se mais viáveis.
PORQUE ALGUMAS ORGANIZAÇÕES ESTÃO FOCADAS NA SOBREVIVENCIA E OUTRAS SE DESTACAM, CRESCEM E SE MANTÉM NO PÓDIUM, COMO VENCEDORAS?
Três pontos básicos diferenciam as organizações de sucesso das primeiras. Seus modelos de gestão levam em consideração três fatores:
1. UTILIZAÇÃO CRIATIVA DO CONHECIMENTO GERADO PELOS AVANÇOS NA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
2. INVESTIMENTO NO CAPITAL HUMANO, BUSCANDO O PONTO DE EQUILÍBRIO ENTRE CAPACIDADE DE PRODUÇÃO, GERAÇÃO DE RESULTADOS E NECESSIDADES INDIVIDUAIS.
3. BUSCA DE OPORTUNIDADES PARA EXPANSÃO E CRESCIMENTO
Na base de sustentação destes três pilares está a CRIATIVIDADE.
O QUE É CRIATIVIDADE?
É o processo através do qual as idéias são geradas, desenvolvidas e transformadas em valor (John Kao). O processo implica em descobrir maneiras novas e efetivas de lidar com o mundo, resolver problemas e ampliar o círculo de influências.
Atrelada à criatividade está a INOVAÇÃO, ocorrendo sempre que algo é criado para melhorar um sistema.
Até bem pouco tempo, a criatividade era vista pelas empresas como algo intangível, destinado a poucos gurus. Algo reservado a artistas, pessoas incomuns e gênios.
As pesquisas e estudos desenvolvidos nesta área sinalizam em direção a retomada da criatividade como uma disciplina que pode ser desenvolvida e aprendida, possibilitando a todos os profissionais o acesso à sua prática.
A MAIORIA DAS PESSOAS SE JULGA POUCO CRIATIVA. QUAIS OS MOTIVOS?
Investir em um novo pensar e um novo agir impulsiona as pessoas a mudar e melhorar o que deve e pode ser mudado e melhorado.
Que motivos levam dirigentes e equipes à paralisação , a repetição de fórmulas prontas e/ou a manutenção de um status-quo?
Os motivos que levam o ser humano a não acreditar em seu potencial passam por diversos mitos, medos, visão restrita do valor da criatividade nos tempos atuais e pela crença equivocada que as pessoas não mudam.
OS MITOS
O mito, segundo Aurélio, é uma “idéia falsa, sem correspondente na realidade” e “imagem simplificada de pessoa, não raro ilusória, elaborada ou aceita pelos grupos humanos, e que representa significativo papel em seu comportamento”.
A crença de que o ser criativo já nasce pronto é um mito ainda cultivado em nossos dias. Na realidade, nascemos com um potencial ilimitado e dependendo das condições às quais somos submetidos, este potencial poderá surgir ou não nas diversas formas de inteligência: sensorial, lógico-decisional, social, expressiva, transpessoal, corporal, emocional, artística, espacial, musical, verbal e energética, dentre outras.
A visão de que todo criativo é excêntrico, emotivo, louco, melancólico e/ou revolucionário foi reforçada pelo comportamento de alguns gênios conhecidos pela humanidade. Porém a crença de que somente os gênios são criativos precisa ser desmistificada.
OS MEDOS
A cada esquina, existe um ser humano que desconhece seus talentos individuais e permanece com seu potencial latente. O que os impede de serem criativos?
Somos, por cultura, medrosos e preferimos, muitas vezes, deixar de fazer algo do que tentar e falhar. Nossa estória está marcada por mandatos que nos estimulam à passividade e nos fazem ter medo de agir.
O medo de se expor, de ousar, de transgredir, de errar e da crítica fazem parte do nosso cotidiano. Reconhecê-los e superá-los é o passo fundamental em direção à expressão de nosso potencial. A criatividade está diretamente ligada à ação. É uma forma de perceber, sentir e se comportar que resulta em uma resposta prática e usual a problemas e desafios. É correr riscos calculados.
Herdamos alguns comportamentos padronizados e formamos um sistema de valores, baseados na educação dos nãos ( “não faça isto!”, “não faça aquilo”), perpetuada geração após geração. Crescemos cultivando o medo da crítica, o medo de errar.
Com um nível baixo de autoconfiança e auto-estima tendemos a não enfrentar aos desafios com criatividade.
Os mitos e os medos fortalecem os bloqueios à criatividade: emocionais e culturais.
NÍVEIS DE CRIATIVIDADE
Certamente há os grandes gênios. Porém todos somos criativos, em níveis diferentes.
Podemos demonstrar nosso potencial de três maneiras:
1. criatividade genial: verificada nas grande invenções que modificam e melhoram a qualidade de vida de um grande número de pessoas, em qualquer área da atividade humana.
2. criatividade autêntica: presente nas melhorias dos sistemas que já existem. O fax e a internet, por exemplo, são criações autênticas que melhoraram as comunicações à distância
3. criatividade cotidiana: expressa nas pequenas ações do dia-a-dia, quando nos deparamos com problemas e os resolvemos de forma original. Uma dona de casa que recebe visitas de última hora e aproveita as sobras do almoço para preparar um delicioso quitute, está sendo criativa. Uma família que resolve seus problemas de caixa através de um replanejamento financeiro está usando a criatividade. Um empregado com salário defasado que busca outra alternativas para aumentar seus ganhos também pode ser considerado criativo.
PROMOVENDO A SINERGIA NO AMBIENTE DE TRABALHO.
SINERGIA: Ato ou esforço coordenado de vários órgãos na realização de uma função. Associação simultânea de vários fatores que contribuem para uma ação integrada.
Criar um ambiente sinérgico exige investimentos nas pessoas e nos processos.
É necessário estimular profissionais a disponibilizar sua inteligência a favor da organização de forma que os processos sejam melhorados.
DESENVOLVENDO O FATOR QUIM – Quociente de Inteligências Múltiplas.
O que é ser inteligente?
Aurélio Buarque de Holanda, descreve inteligência como a capacidade de aprender, apreender ou compreender; inclui percepção, apreensão, intelecto, intelectualidade, capacidade de adaptar-se facilmente, agudeza, perspicácia, destreza mental, habilidade”.
Se compararmos o conceito de inteligência de Aurélio às exigências do novo perfil gerencial perceberemos uma convergência, quando ambos destacam um rol de atitudes e habilidades humanas.
De que valem os ensinamentos e o conhecimento adquiridos na educação formal ou em cursos específicos, se os mesmos não vêm agregados a um perfil comportamental adequado?
Profissional inteligente, hoje, é aquele que possui um conjunto competências disponibilizadas de forma assertiva, o que o faz se destacar em contextos variados.
Que formas de inteligência precisamos desenvolver?
De acordo com Howard Gardner a inteligência humana apresenta-se sob sete formas.
Distribuídas entre diversas atividades e profissões, as inteligências se intercalam, se misturam, se complementam e, quando reunidas, fortalecem aqueles que as possuem.
O quadro a seguir, demonstra a influência de cada uma das sete inteligências na ação profissional.
AS SETE INTELIGÊNCIAS (Gardner) INFLUÊNCIA NO AMBIENTE DE TRABALHO
1. Inteligência lingüística: dom de poetas, escritores e oradores, que fazem uso corrente e fluido da linguagem. • No dia a dia, o profissional necessita comunicar-se de todas as formas possíveis. Dominando a inteligência lingüística agirá com maior desenvoltura nos papéis informacionais (porta-voz, monitor e disseminador ) *
2. Inteligência lógico-matemática: presente nos cientistas, matemáticos e pesquisadores, que usam o racional como elemento norteador de suas ações. • O profissional que possui este tipo de inteligência, apresenta habilidade no desenvolvimento de estratégias, na avaliação planos, na análise imparcial de dados e fatos significativos para o negócio, o que influencia sobremaneira na qualidade de sua tomada de decisões.
3. Inteligência musical: habilidade daqueles que são atraídos pelo mundo dos sons. Com a música, obtém ritmos, sons e melodias que fazem a estória da arte. • Com sensibilidade, o profissional que domina esta inteligência sabe respeitar ritmos (dos outros e próprios), perceber os diversos tons das pessoas, tornar o ambiente harmonioso e motivador são elementos essenciais na função gerencial. Qualidade de vida no trabalho é uma bandeira asteada nos novos tempos.
4. Inteligência espacial: observada nos profissionais que apreciam o visual - geralmente pintores, escultores, pilotos de aeronaves, asa delta, etc. • “Ocupar espaços de forma assertiva” e “deixar espaços para o crescimento da equipe de colaboradores”. Eis um alerta àqueles que querem se engajar no perfil das empresas de vanguarda. Pilotar um time, esculpir um projeto, apreciar os resultados estão na ordem do dia.
5. Inteligência sinestésica: domínio corporal e do movimento, presente em atores, dançarinos e desportistas. • Deslocar-se, movimentar-se no vários contextos empresariais, conhecer as diversas realidades, disponibilizar competências e colaborar para o “gol”. Atitudes que ajudam a “tocar” na sensibilidade e motivação das pessoas.
6. Inteligência interpessoal: habilidade de entender e tratar outras pessoas com sensibilidade. Capacidade de influir no comportamento do outro. Presente nos profissionais de vendas, mestres e terapeutas. • Uma das competências mais exigidas na atualidade. Hoje é considerado um bom profissional aquele que consegue formar times, fortalecer equipes e desenvolver talentos
7. Inteligência intrapessoal: capacidade de autoconhecimento. Consciência do próprio potencial, debilidades, temores e sonhos. Tal inteligência exige auto disciplina e perseverança. • O auto conhecimento conduz ao desenvolvimento pessoal. Todas as outras inteligências são influenciadas pela intrapessoal. Conhecer-se, olhar para si, descobrir-se faz parte da caminhada de todos os profissionais de sucesso.
* Nomeclatura que define os papéis ligados à comunicação gerencial (Mintzberg)
Que aspectos da inteligência humana são valorizados em nossa cultura?
Nossa educação privilegiou e privilegia a inteligência lógico matemática e a lingüística, deixando em segundo plano as restantes.
Em uma sociedade essencialmente cartesiana, a predominância do racional sobre o emocional e intuitivo é evidente.
Paradoxalmente, as portas estão se abrindo para aqueles que dominam aquelas inteligências menos estimuladas.
Intuitivamente ou intencionalmente colheremos os frutos de nossas iniciativas, ampliando o QUIM - Quociente de Inteligências Múltiplas.
A INTELIGÊNCIA A FAVOR DOS PROCESSOS
Os processos empresariais vêm sendo alvo de inovações desde a década de 80.
O fato de estarmos vivendo numa economia globalizada instiga dirigentes brasileiros a demandar esforços no realinhamento de suas práticas de gestão.
As mudanças contextuais e o alto nível de complexidade do ambiente exercem forte impacto nas organizações, colaborando para o fortalecimento do fator competitividade.
A descoberta da ineficiência de nossos antigos modelos, constatada desde a abertura de nosso mercado em 1991, fez com que acordássemos para esta questão.
Nas últimas décadas, experimentamos diversas práticas na gestão do negócio. Da qualidade às competências, vivemos em um ambiente de inovações.
Um programa que tenha como objetivo criar a cultura da inovação tem maiores chances de sucesso se tiver como foco PESSOAS E PROCESSOS.
A revisão de processos exige:
1. Uso de tecnologias adequadas.
2. Verificação dos procedimentos que geram resultados pouco significativos.
3. Ferramentas que permitam a geração de novas idéias, resolução de problemas, acompanhamento de resultados e acompanhamento de resultados.
PESSOAS E PROCESSOS CRIATIVOS FAZEM O DIFERENCIAL DAS EMPRESAS DE VANGUARDA.
7 º - Ações - Sem medo de Ariscar
Dica: Para quem tem receio de investir mas tem curiosidade para saber como é realizado, uma dica é o Simulado FolhaInvest, nele você se cadastra e recebe 200.000,00 ficticios e começa a aplicar em ações com valores reais, e serve como o
1º passo para aprender a GANHAR DINHEIRO com ações !!!
http://www.bovespa.com.br/Home/redirect.asp?/Investidor/Educacional/VisitasApresentac
ao.asp?UR=RJ
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6º - Mercado Financeiro - Investindo em ações
Cursos e Palestras Gratuitos na BOVESPA
Minha Opinião: Eu já Realizei 2 cursos e gostei muito, para quem quer investir em
ações e quer conhecer o mercado de ações é valido assistir as palestras, é só se cadastradar no site.
http://www.bovespa.com.br/Home/redirect.asp?/Investidor/Educacional/VisitasApresentacao.asp?UR=RJ
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5 º - BRIC : Brasil, Rússia, Índia e China ( Principais países EMERGENTES )
BRIC é um acrônimo criado em novembro de 2001 pelo economista Jim O´Neill, do grupo Goldman Sachs, criou o termo para designar os 4 (quatro) principais países emergentes do mundo, a saber: Brasil, Russia, India e China no relatório "Building Better Global Economic Brics". Usando as últimas projeções demográficas e modelos de acumulação de capital e crescimento de produtividade, o grupo Goldman Sachs mapeou as economias dos países BRICs até 2050. Especula-se que esses países poderão se tornar a maior força na economia mundial.
Se os resultados correrem como esperado em menos de 40 anos as economias BRICs juntas poderão ser maiores que as dos G6 (Estados Unidos da América, Japão, Alemanha, Reino Unido, França e Itália) em termos de dólar americano (US$).
O estudo ressalta que cada um dos quatro enfrenta desafios diferentes para manter o crescimento na faixa desejável. Por isso, existe uma boa chance de as previsões não se concretizarem, por políticas ruins, simplesmente má sorte, ou por erro nas projeções.
Mas se os BRICs chegarem pelo menos próximos das previsões, as implicações na economia mundial serão grandes. A importância relativa dos BRICs como usina de novas demandas de crescimento e poder de gasto pode mudar mais sensível e rapidamente do que se imagina a economia mundial.
De acordo com o estudo, o grupo possuirá mais de 40% da população mundial e juntos terão um PIB de mais de 85 trilhões de dólares (US$). Esses quatro países não formam um bloco político (como a União Europeia), nem uma aliança de comércio formal (como o Mercosul e ALCA) e muito menos uma aliança militar (como a OTAN), mas formam uma aliança através de vários tratados de comércio e cooperação assinados em 2002 para alavancar seus crescimentos.
Participação dos Países
Dentro dos BRICs haveria uma clara divisão de funções. Ao Brasil e à Rússia ficaria o papel de produtor de alimentos e produtor de petróleo respectivamente. Ambos seriam também fornecedores de matéria prima.
Os negócios de serviços e de manufatura estariam principalmente localizados na Índia e China, devido à concentração de mão-de-obra naquele e tecnologia neste.
Influência dos BRICs
Economia dos BRICs em relação às dos G6
Relação da projeção do PIB e PIB per capita dos países BRICs e G6 até 2050.
Com toda sua importância os BRICs, exerceriam grande influência econômica política e militar sobre todo mundo.
Atualmente
Os BRICs, apesar de ainda não serem as maiores economias mundiais, já exercem grande influência, o que pode ser presenciado claramente na reunião da OMC em 2005, onde os países em desenvolvimento liderados por Brasil e Índia juntaram-se a países subdesenvolvidos para impor a retirada dos subsídios governamentais na União Européia e os Estados Unidos e a redução nas tarifas de importação e comércio nos mesmos. Alavancando assim o crescimento dos "BRICs" e outros países afetados pela pobreza.
Rússia, Índia e China já são superpotências militares, ao contrário do Brasil que ainda não apresentou momentos históricos necessários para uma corrida armamentista. Todos eles estão em processo de desenvolvimento político e econômico para se adequarem aos demais países desenvolvidos.
No futuro
Em 2050, os BRICs já seriam as maiores potências econômicas do mundo; ultrapassando assim a União Européia e o ainda em crescimento Estados Unidos da América. Se formado um bloco econômico, seria uma parceria perfeita para o sucesso extremo e a onipotência mundial.
O Brasil desempenharia o papel de país exportador agropecuário, tendo como principais produtos a soja e o boi. Tudo isso seria necessário para alimentar mais de 40% da população mundial. A cana-de-açúcar também desempenharia papel fundamental na produção de combustíveis renováveis e ecologicamente corretos, como o álcool e a recente atração, o biodiesel. Além de fornecer matérias-primas essenciais a países em desenvolvimento, como o petróleo, o aço e o alumínio, que também são encontrados nos parceiros latinos, fortemente influenciados pelo Brasil, como Argentina, Venezuela e Bolívia. Mas talvez o mais importante papel do Brasil estaria em suas reservas naturais de água, na fauna e na flora, ímpares em todo o mundo, que em breve ocuparão o lugar do petróleo na lista de desejos dos líderes políticos de todos os países. O Brasil ficaria em 5º lugar no ranking das maiores economias do mundo em 2050.
A Rússia desempenharia papel parecido ao do Brasil, fornecendo matéria-prima e abasteceria a grande população dos BRICs com sua grande produção agropecuária devido à seu extenso território. Mas teria também como papel a exportação de mão-de-obra altamente qualificada e tecnologia de ponta herdadas da Guerra Fria. Além de todo seu poderio militar.
A Índia terá a maior média de crescimento entre os BRICs e estima-se que em 2050 esteja no 3º lugar no ranking das economias mundiais, atrás apenas de China (em 1º) e EUA (em 2º). Com sua grande população, a indústria ficaria situada neste país, e também por ter grandes investimentos na profissionalização de sua população e investimentos em tecnologia, além de toda sua tradição nas ciências exatas. Com também grande poderio militar.
Estima-se que a China seja em 2050 a maior economia mundial, tendo como base seu acelerado crescimento econômico sustentado durante todo início do século XXI. Terá grande concentração de indústria devido à sua população e tecnologia. Também com grande poderio militar. A China se encontra atualmente num processo de transição do capitalismo de Estado para o capitalismo de mercado que já deverá estar completo em 2050, mas ainda não se sabe se o governo irá continuar totalitarista ou se a China irá evoluir completamente para um país democrático aos moldes ocidentais impostos pelos Estados Unidos após a Guerra Fria.
Nada se sabe ao certo sobre o futuro dos BRICs, pois todos os países estão vulneráveis a conflitos internos, governos corruptos e revoluções populares, mas se nada de anormal acontecer iremos presenciar o início de uma era totalmente diferente de tudo que já aconteceu ao decorrer da história das nações. O início de um mundo totalmente apolarizado, onde desapareceria por completo a idéia de "norte rico, sul pobre". Onde todos os países se contrabalançariam. Juntos, os BRICs teriam um poder inigualável, comandados pelo dragão chinês. E quem sabe o início de uma revolução dos países africanos a fim de finalmente renascerem perante o mundo e o início de uma unificação mundial, a verdadeira globalização.
Finalmente, por conta da popularidade da teoria do banco Goldman Sachs, cogita-se ainda outras siglas, como BRIMC (Brasil, Rússia, Índia, México e China) e BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), incluindo México e África do Sul como nações com igual potencial de crescimento nas próximas décadas.
Se os resultados correrem como esperado em menos de 40 anos as economias BRICs juntas poderão ser maiores que as dos G6 (Estados Unidos da América, Japão, Alemanha, Reino Unido, França e Itália) em termos de dólar americano (US$).
O estudo ressalta que cada um dos quatro enfrenta desafios diferentes para manter o crescimento na faixa desejável. Por isso, existe uma boa chance de as previsões não se concretizarem, por políticas ruins, simplesmente má sorte, ou por erro nas projeções.
Mas se os BRICs chegarem pelo menos próximos das previsões, as implicações na economia mundial serão grandes. A importância relativa dos BRICs como usina de novas demandas de crescimento e poder de gasto pode mudar mais sensível e rapidamente do que se imagina a economia mundial.
De acordo com o estudo, o grupo possuirá mais de 40% da população mundial e juntos terão um PIB de mais de 85 trilhões de dólares (US$). Esses quatro países não formam um bloco político (como a União Europeia), nem uma aliança de comércio formal (como o Mercosul e ALCA) e muito menos uma aliança militar (como a OTAN), mas formam uma aliança através de vários tratados de comércio e cooperação assinados em 2002 para alavancar seus crescimentos.
Participação dos Países
Dentro dos BRICs haveria uma clara divisão de funções. Ao Brasil e à Rússia ficaria o papel de produtor de alimentos e produtor de petróleo respectivamente. Ambos seriam também fornecedores de matéria prima.
Os negócios de serviços e de manufatura estariam principalmente localizados na Índia e China, devido à concentração de mão-de-obra naquele e tecnologia neste.
Influência dos BRICs
Economia dos BRICs em relação às dos G6
Relação da projeção do PIB e PIB per capita dos países BRICs e G6 até 2050.
Com toda sua importância os BRICs, exerceriam grande influência econômica política e militar sobre todo mundo.
Atualmente
Os BRICs, apesar de ainda não serem as maiores economias mundiais, já exercem grande influência, o que pode ser presenciado claramente na reunião da OMC em 2005, onde os países em desenvolvimento liderados por Brasil e Índia juntaram-se a países subdesenvolvidos para impor a retirada dos subsídios governamentais na União Européia e os Estados Unidos e a redução nas tarifas de importação e comércio nos mesmos. Alavancando assim o crescimento dos "BRICs" e outros países afetados pela pobreza.
Rússia, Índia e China já são superpotências militares, ao contrário do Brasil que ainda não apresentou momentos históricos necessários para uma corrida armamentista. Todos eles estão em processo de desenvolvimento político e econômico para se adequarem aos demais países desenvolvidos.
No futuro
Em 2050, os BRICs já seriam as maiores potências econômicas do mundo; ultrapassando assim a União Européia e o ainda em crescimento Estados Unidos da América. Se formado um bloco econômico, seria uma parceria perfeita para o sucesso extremo e a onipotência mundial.
O Brasil desempenharia o papel de país exportador agropecuário, tendo como principais produtos a soja e o boi. Tudo isso seria necessário para alimentar mais de 40% da população mundial. A cana-de-açúcar também desempenharia papel fundamental na produção de combustíveis renováveis e ecologicamente corretos, como o álcool e a recente atração, o biodiesel. Além de fornecer matérias-primas essenciais a países em desenvolvimento, como o petróleo, o aço e o alumínio, que também são encontrados nos parceiros latinos, fortemente influenciados pelo Brasil, como Argentina, Venezuela e Bolívia. Mas talvez o mais importante papel do Brasil estaria em suas reservas naturais de água, na fauna e na flora, ímpares em todo o mundo, que em breve ocuparão o lugar do petróleo na lista de desejos dos líderes políticos de todos os países. O Brasil ficaria em 5º lugar no ranking das maiores economias do mundo em 2050.
A Rússia desempenharia papel parecido ao do Brasil, fornecendo matéria-prima e abasteceria a grande população dos BRICs com sua grande produção agropecuária devido à seu extenso território. Mas teria também como papel a exportação de mão-de-obra altamente qualificada e tecnologia de ponta herdadas da Guerra Fria. Além de todo seu poderio militar.
A Índia terá a maior média de crescimento entre os BRICs e estima-se que em 2050 esteja no 3º lugar no ranking das economias mundiais, atrás apenas de China (em 1º) e EUA (em 2º). Com sua grande população, a indústria ficaria situada neste país, e também por ter grandes investimentos na profissionalização de sua população e investimentos em tecnologia, além de toda sua tradição nas ciências exatas. Com também grande poderio militar.
Estima-se que a China seja em 2050 a maior economia mundial, tendo como base seu acelerado crescimento econômico sustentado durante todo início do século XXI. Terá grande concentração de indústria devido à sua população e tecnologia. Também com grande poderio militar. A China se encontra atualmente num processo de transição do capitalismo de Estado para o capitalismo de mercado que já deverá estar completo em 2050, mas ainda não se sabe se o governo irá continuar totalitarista ou se a China irá evoluir completamente para um país democrático aos moldes ocidentais impostos pelos Estados Unidos após a Guerra Fria.
Nada se sabe ao certo sobre o futuro dos BRICs, pois todos os países estão vulneráveis a conflitos internos, governos corruptos e revoluções populares, mas se nada de anormal acontecer iremos presenciar o início de uma era totalmente diferente de tudo que já aconteceu ao decorrer da história das nações. O início de um mundo totalmente apolarizado, onde desapareceria por completo a idéia de "norte rico, sul pobre". Onde todos os países se contrabalançariam. Juntos, os BRICs teriam um poder inigualável, comandados pelo dragão chinês. E quem sabe o início de uma revolução dos países africanos a fim de finalmente renascerem perante o mundo e o início de uma unificação mundial, a verdadeira globalização.
Finalmente, por conta da popularidade da teoria do banco Goldman Sachs, cogita-se ainda outras siglas, como BRIMC (Brasil, Rússia, Índia, México e China) e BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), incluindo México e África do Sul como nações com igual potencial de crescimento nas próximas décadas.
4 º- Grau de Investimento - O Brasil esta evoluindo !!!!
Grau de investimento
O dia 30 de abril foi de euforia para o governo e o mercado financeiro nacional. A agência de classificação de risco Standard & Poor's elevou a nota de crédito de moeda estrangeira do Brasil. O país, assim, alcançou o tão esperado grau de investimento. A Bovespa disparou: teve a maior alta porcentual desde outubro de 2002 e fechou com recorde de 67.868,5 pontos. A notícia tem, basicamente, dois significados. Primeiro que o Brasil tem mais segurança em relação ao pagamento de suas dívidas. Segundo, que esse fator atrairá mais investimentos externos - montante que poucos se arriscam a prever. Agora, a economia brasileira precisa não só manter o posição concedida pela Standard & Poor's como conquistar o grau de investimento de outras agências. Entenda como é o trabalho das agências de classificação de risco e o que um país ganha com o grau de investimento.
1. O que é 'rating'?
2. O que é grau de investimento?
3. Para o que serve esta classificação?
4. Quem atribui as notas?
5. Como funciona a classificação?
6. O que significam os sinais numéricos das notas?
7. Como as agências fazem a avaliação?
8. As notas podem ser rebaixadas?
9. Quais as nações com a maior nota de grau de investimento?
10. Qual a posição do Brasil nas agências de classificação?
11. O que deve mudar com o grau de investimento?
12. Quadro: Do céu ao inferno financeiro
1. O que é 'rating'?
É a opinião de uma agência especializada sobre a capacidade de uma empresa ou um país pagar as suas dívidas. Por exemplo, se uma empresa oferece ações que irão render juros a investidores, a agência dá a sua opinião sobre os riscos envolvidos na compra destes papéis. Em relação aos países, avalia a capacidade deles de pagar os títulos de longo prazo que lançam no mercado internacional. Assim, o 'rating' é uma nota que indica qual o risco de calote que o investidor deve encontrar ao colocar dinheiro nestas empresas ou países.
2. O que é grau de investimento?
Quando uma agência considera um país ou uma empresa "bons pagadores", eles recebem o grau de investimento. O nome nada mais é do que um selo de qualidade, que indica baixíssimo risco de calote. As empresas ou países, uma vez que recebem o grau de investimento, podem continuar a subir na classificação. Assim que atingem o topo, são consideradas com total capacidade de quitar suas dívidas. Algumas empresas brasileiras que possuem o grau de investimento são a Petrobras, a Vale e a AmBev.
3. Para o que serve esta classificação?
Para diferenciar os bons pagadores dos mau pagadores no mercado internacional. Ao longo dos anos, tornou-se a bússola dos investidores e instituições financeiras internacionais na hora decidir onde colocar dinheiro e, ainda, que taxa de juro cobrar por ele. Desta forma, quanto mais seguro um país ou uma empresa for considerado por uma agência, mais dinheiro recebe a custos cada vez mais baixos.
4. Quem atribui as notas?
As agências de classificação de risco, ou agências de "ratings". São empresas especializadas que emitem notas sobre o risco de um país ou empresa suspender os pagamentos de suas dívidas. As mais respeitadas no mercado internacional são a Fitch, a Moody's e a Standard & Poor's - esta, a primeira a elevar o Brasil para o grau de investimento.
5. Como funciona a classificação?
Os países e empresas são classificados em uma escala que caminha da alta probabilidade de calote até a total capacidade de pagar as dívidas dentro do prazo. Tecnicamente, elas são arranjadas em um ranking com notas, simbolizadas por meio de letras e sinais. São agrupadas em suas categorias, o Grau de Investimento e o Grau Especulativo, que é onde se vai parar quando há risco no pagamento das dívidas. A melhor qualificação que um país pode receber é Aaa (para a Moody's) ou AAA (para a Standard & Poor's e a Fitch, que usam os mesmos símbolos). Por outro lado, a pior é C (Moody's) ou D (Standard & Poor's e Fitch). Veja, no quadro, o exemplo da classificação utilizada pela Standard & Poor's. (veja quadro)
6. O que significam os sinais numéricos das notas?
Cada nota contém subdivisões indicadas por sinais numéricos. Por exemplo, a nota mais baixa do grau de investimento da Moody's é Baa. Assim, da menor à maior classificação dentro desta nota, um país ou empresa recebe Baa3, Baa2 e Baa1, sucessivamente. No caso da Standard & Poor's e da Fitch, que utilizam os mesmos símbolos, a menor nota do grau de investimento é BBB. Assim, da menor à maior colocação dentro desta categoria, um país ou empresa pode receber BBB-, BBB e BBB+, sucessivamente. Baa3 e BBB- indicam risco de rebaixamento á nota anterior. Baa1 e BBB+ indicam grande probabilidade de elevação à próxima nota. O "rating" mais alto de cada agência não recebe esta subdivisão. Veja a classificação utilizada pela Standard & Poor's. (veja quadro)
7. Como as agências fazem a avaliação?
As agências se baseiam em informações enviadas pelo emissor, aquele que vai receber a nota, e concedidas por fontes de mercado consideradas confiáveis. Os técnicos avaliam toda a situação financeira do país ou da empresa. Depois, combinam estes dados com os obtidos por análises das condições do mercado mundial e de especialistas da iniciativa privada, da área acadêmica e também fontes oficiais. A combinação destes dados resulta no "rating", a opinião da agência quanto à capacidade do emissor em cumprir com seus débitos.
8. As notas podem ser rebaixadas?
Sim. Elas são revistas periodicamente. Caso uma nova análise dos títulos do país ou da empresa indique que a qualidade de seu crédito tenha diminuído, ou então que esteja mais vulnerável a não honrar seus compromissos futuros, a agência a rebaixa ou até mesmo suspende a nota.
9. Quais as nações com a maior nota
de grau de investimento?
Canadá, França, Alemanha, Estados Unidos, Irlanda, Reino Unido, Noruega, Suíça e Suécia são países que possuem a maior nota de grau de investimento nas três principais agências de classificação de risco, Standard & Poor's, Fitch e Moody's.
10. Qual a posição do Brasil nas agências
de classificação?
A primeira agência de classificação de risco a atribuir o grau de investimento ao Brasil foi a Standard & Poor's. O país subiu da classificação BB+ para a BBB-. Este é o primeiro nível do grau de investimento, ou seja, o mais baixo dentro desta categoria. Mesmo com a elevação, a agência reforçou que ainda há problemas sérios a serem resolvidos, como o elevado nível de gastos governamentais e a falta de reformas estruturais, como a tributária. Na classificação da Fitch, o Brasil tem a nota BB+ (está a um passo do grau de investimento). Assim que a Standard & Poor's anunciou sua decisão, a Fitch informou que estava revisando a posição do país. Pelos critérios da Moody's, a nota do país está em Ba1, também logo atrás do grau de investimento. Agora, a expectativa do governo e do mercado financeiro é que as duas agências elevem o "rating" do país.
11. O que deve mudar com o grau de investimento?
O Brasil irá receber mais dinheiro. Os maiores fundos de investimento internacionais poderão aplicar no país, já que seus estatutos não permitem aplicações em países de risco. O aumento na procura de títulos públicos brasileiro pode ajudar o governo reduzir seus custos com empréstimos. Outro benefício é que a classificação das empresas nacionais também melhora, e elas podem se beneficiar com juros mais baixos. O montante a entrar no país pode não ser tão grande pois vários investidores, querendo antecipar-se à decisão das agências, já tratavam o Brasil como se ele tivesse o grau de investimento -- ou seja, o salto não será explosivo porque, na verdade, já vem acontecendo. Mesmo assim, o crescimento no fluxo de investimentos pode valorizar ainda mais o real e ajudar a manter a inflação sobre controle.
Quadro: Do céu ao inferno financeiro
A classificação de risco utilizada pela agência Standard & Poor's
Categoria Nota O que significa
Grau de Investimento AAA Total capacidade de pagar as dívidas no prazo. O nível mais alto.
AA Alta capacidade de honrar compromissos financeiros.
A Boa capacidade de pagar as dívidas, mas suscetível a mudanças na conjuntura.
BBB Boa condições financeiras, mas não tão protegidas contra choques.
Grau especulativo BB Menos vulnerável a curto prazo, mas ainda com incertezas em relação ao futuro.
B Consegue pagar suas dívidas, mas é vulnerável a mudanças nas condições econômica.
CCC Bastante vulnerável, depende de condições econômicas extremamente favoráveis para conseguir honrar seus débitos.
CC Altamente vulnerável.
C À beira do calote.
D Não-pagamento dos compromissos dentro do prazo estipulado. Inadimplência.
O dia 30 de abril foi de euforia para o governo e o mercado financeiro nacional. A agência de classificação de risco Standard & Poor's elevou a nota de crédito de moeda estrangeira do Brasil. O país, assim, alcançou o tão esperado grau de investimento. A Bovespa disparou: teve a maior alta porcentual desde outubro de 2002 e fechou com recorde de 67.868,5 pontos. A notícia tem, basicamente, dois significados. Primeiro que o Brasil tem mais segurança em relação ao pagamento de suas dívidas. Segundo, que esse fator atrairá mais investimentos externos - montante que poucos se arriscam a prever. Agora, a economia brasileira precisa não só manter o posição concedida pela Standard & Poor's como conquistar o grau de investimento de outras agências. Entenda como é o trabalho das agências de classificação de risco e o que um país ganha com o grau de investimento.
1. O que é 'rating'?
2. O que é grau de investimento?
3. Para o que serve esta classificação?
4. Quem atribui as notas?
5. Como funciona a classificação?
6. O que significam os sinais numéricos das notas?
7. Como as agências fazem a avaliação?
8. As notas podem ser rebaixadas?
9. Quais as nações com a maior nota de grau de investimento?
10. Qual a posição do Brasil nas agências de classificação?
11. O que deve mudar com o grau de investimento?
12. Quadro: Do céu ao inferno financeiro
1. O que é 'rating'?
É a opinião de uma agência especializada sobre a capacidade de uma empresa ou um país pagar as suas dívidas. Por exemplo, se uma empresa oferece ações que irão render juros a investidores, a agência dá a sua opinião sobre os riscos envolvidos na compra destes papéis. Em relação aos países, avalia a capacidade deles de pagar os títulos de longo prazo que lançam no mercado internacional. Assim, o 'rating' é uma nota que indica qual o risco de calote que o investidor deve encontrar ao colocar dinheiro nestas empresas ou países.
2. O que é grau de investimento?
Quando uma agência considera um país ou uma empresa "bons pagadores", eles recebem o grau de investimento. O nome nada mais é do que um selo de qualidade, que indica baixíssimo risco de calote. As empresas ou países, uma vez que recebem o grau de investimento, podem continuar a subir na classificação. Assim que atingem o topo, são consideradas com total capacidade de quitar suas dívidas. Algumas empresas brasileiras que possuem o grau de investimento são a Petrobras, a Vale e a AmBev.
3. Para o que serve esta classificação?
Para diferenciar os bons pagadores dos mau pagadores no mercado internacional. Ao longo dos anos, tornou-se a bússola dos investidores e instituições financeiras internacionais na hora decidir onde colocar dinheiro e, ainda, que taxa de juro cobrar por ele. Desta forma, quanto mais seguro um país ou uma empresa for considerado por uma agência, mais dinheiro recebe a custos cada vez mais baixos.
4. Quem atribui as notas?
As agências de classificação de risco, ou agências de "ratings". São empresas especializadas que emitem notas sobre o risco de um país ou empresa suspender os pagamentos de suas dívidas. As mais respeitadas no mercado internacional são a Fitch, a Moody's e a Standard & Poor's - esta, a primeira a elevar o Brasil para o grau de investimento.
5. Como funciona a classificação?
Os países e empresas são classificados em uma escala que caminha da alta probabilidade de calote até a total capacidade de pagar as dívidas dentro do prazo. Tecnicamente, elas são arranjadas em um ranking com notas, simbolizadas por meio de letras e sinais. São agrupadas em suas categorias, o Grau de Investimento e o Grau Especulativo, que é onde se vai parar quando há risco no pagamento das dívidas. A melhor qualificação que um país pode receber é Aaa (para a Moody's) ou AAA (para a Standard & Poor's e a Fitch, que usam os mesmos símbolos). Por outro lado, a pior é C (Moody's) ou D (Standard & Poor's e Fitch). Veja, no quadro, o exemplo da classificação utilizada pela Standard & Poor's. (veja quadro)
6. O que significam os sinais numéricos das notas?
Cada nota contém subdivisões indicadas por sinais numéricos. Por exemplo, a nota mais baixa do grau de investimento da Moody's é Baa. Assim, da menor à maior classificação dentro desta nota, um país ou empresa recebe Baa3, Baa2 e Baa1, sucessivamente. No caso da Standard & Poor's e da Fitch, que utilizam os mesmos símbolos, a menor nota do grau de investimento é BBB. Assim, da menor à maior colocação dentro desta categoria, um país ou empresa pode receber BBB-, BBB e BBB+, sucessivamente. Baa3 e BBB- indicam risco de rebaixamento á nota anterior. Baa1 e BBB+ indicam grande probabilidade de elevação à próxima nota. O "rating" mais alto de cada agência não recebe esta subdivisão. Veja a classificação utilizada pela Standard & Poor's. (veja quadro)
7. Como as agências fazem a avaliação?
As agências se baseiam em informações enviadas pelo emissor, aquele que vai receber a nota, e concedidas por fontes de mercado consideradas confiáveis. Os técnicos avaliam toda a situação financeira do país ou da empresa. Depois, combinam estes dados com os obtidos por análises das condições do mercado mundial e de especialistas da iniciativa privada, da área acadêmica e também fontes oficiais. A combinação destes dados resulta no "rating", a opinião da agência quanto à capacidade do emissor em cumprir com seus débitos.
8. As notas podem ser rebaixadas?
Sim. Elas são revistas periodicamente. Caso uma nova análise dos títulos do país ou da empresa indique que a qualidade de seu crédito tenha diminuído, ou então que esteja mais vulnerável a não honrar seus compromissos futuros, a agência a rebaixa ou até mesmo suspende a nota.
9. Quais as nações com a maior nota
de grau de investimento?
Canadá, França, Alemanha, Estados Unidos, Irlanda, Reino Unido, Noruega, Suíça e Suécia são países que possuem a maior nota de grau de investimento nas três principais agências de classificação de risco, Standard & Poor's, Fitch e Moody's.
10. Qual a posição do Brasil nas agências
de classificação?
A primeira agência de classificação de risco a atribuir o grau de investimento ao Brasil foi a Standard & Poor's. O país subiu da classificação BB+ para a BBB-. Este é o primeiro nível do grau de investimento, ou seja, o mais baixo dentro desta categoria. Mesmo com a elevação, a agência reforçou que ainda há problemas sérios a serem resolvidos, como o elevado nível de gastos governamentais e a falta de reformas estruturais, como a tributária. Na classificação da Fitch, o Brasil tem a nota BB+ (está a um passo do grau de investimento). Assim que a Standard & Poor's anunciou sua decisão, a Fitch informou que estava revisando a posição do país. Pelos critérios da Moody's, a nota do país está em Ba1, também logo atrás do grau de investimento. Agora, a expectativa do governo e do mercado financeiro é que as duas agências elevem o "rating" do país.
11. O que deve mudar com o grau de investimento?
O Brasil irá receber mais dinheiro. Os maiores fundos de investimento internacionais poderão aplicar no país, já que seus estatutos não permitem aplicações em países de risco. O aumento na procura de títulos públicos brasileiro pode ajudar o governo reduzir seus custos com empréstimos. Outro benefício é que a classificação das empresas nacionais também melhora, e elas podem se beneficiar com juros mais baixos. O montante a entrar no país pode não ser tão grande pois vários investidores, querendo antecipar-se à decisão das agências, já tratavam o Brasil como se ele tivesse o grau de investimento -- ou seja, o salto não será explosivo porque, na verdade, já vem acontecendo. Mesmo assim, o crescimento no fluxo de investimentos pode valorizar ainda mais o real e ajudar a manter a inflação sobre controle.
Quadro: Do céu ao inferno financeiro
A classificação de risco utilizada pela agência Standard & Poor's
Categoria Nota O que significa
Grau de Investimento AAA Total capacidade de pagar as dívidas no prazo. O nível mais alto.
AA Alta capacidade de honrar compromissos financeiros.
A Boa capacidade de pagar as dívidas, mas suscetível a mudanças na conjuntura.
BBB Boa condições financeiras, mas não tão protegidas contra choques.
Grau especulativo BB Menos vulnerável a curto prazo, mas ainda com incertezas em relação ao futuro.
B Consegue pagar suas dívidas, mas é vulnerável a mudanças nas condições econômica.
CCC Bastante vulnerável, depende de condições econômicas extremamente favoráveis para conseguir honrar seus débitos.
CC Altamente vulnerável.
C À beira do calote.
D Não-pagamento dos compromissos dentro do prazo estipulado. Inadimplência.
3º - Entendendo A origem da Crise dos EUA :
Até o fim de julho de 2007, a economia mundial atravessava um dos períodos de maior prosperidade dos últimos trinta anos: as empresas nunca lucraram tanto, a China crescia a 10% ao ano, o Brasil exportava matéria-prima em volumes e preços recordes. Em total contraponto a esse ambiente saudável, as bolsas de valores e as moedas de todo o planeta foram abaladas por um terremoto. Em duas semanas, trilhões de dólares evaporaram dos mercados de ações sem que houvesse um ataque terrorista, como o de 2001, ou a quebra de um país emergente – como a Tailândia, em 1997, a Rússia, em 1998, e o Brasil, em 1999. Um pânico de origem incerta e difusa dominou os agentes financeiros. Bancos europeus e americanos subitamente cortaram o crédito a empresas, mesmo as de primeira linha. Os bancos centrais, por sua vez, despejaram dinheiro no mercado para conter a saída de liquidez. Estava configurado um novo período de instabilidade sem prazo para acabar. Entenda as razões desta nova crise financeira.
1. Por que as bolsas de valores vêm caindo em todo o mundo?
2. O que há de errado com o mercado imobiliário dos EUA?
3. Como esses problemas influenciam as bolsas mundiais?
4. Qual é a real extensão desta crise?
5. No que ela difere de turbulências globais anteriores?
6. Os bancos centrais devem agir para conter a crise?
7. E o que eles têm feito para afastar essa ameaça?
8. E o governo americano, como reagiu à crise?
9. Quais são os efeitos sofridos pelo Brasil?
10. Por que o país não corre tantos riscos desta vez?
11. Por que o dólar sobe quando a bolsa cai?
12. É possível uma nova onda de desemprego?
13. É seguro investir em ações nesse período?
1. Por que as bolsas de valores vêm caindo em todo o mundo?
Os principais mercados de ações do planeta estão sofrendo os efeitos de um problema ocorrido no mercado imobiliário dos Estados Unidos. A descoberta de que alguns americanos não estão pagando as prestações dos financiamentos de suas casas espalhou pânico entre investidores em todo o mundo – muitos fundos de investimento possuem parte de seus papéis lastreados nestes financiamentos. Como um segmento da população não consegue pagar as suas parcelas, criou-se um temor de que os americanos possam também diminuir o seu ritmo de consumo. Este medo de retração da economia dos EUA, aliado à suspeita da existência de papéis “contaminados” nos fundos de investimentos, fez com que muitos investidores vendessem as ações que possuíam. Quando há muita gente querendo vender, o preço das ações cai. O conjunto do das ações em queda derrubou a cotação das bolsas de valores.
2. O que há de errado com o mercado imobiliário dos EUA?
Os seguidos anos de crescimento econômico fizeram com que os bancos e instituições financeiras americanas abrissem a carteira para todo tipo de gente e empresas. Empréstimos foram concedidos até a pessoas em má situação financeira (no setor imobiliário, o crédito às famílias de baixa renda chama-se subprime). Como os juros eram extremamente baixos, muitos americanos financiaram ou refinanciaram o pagamento de alguns bens – especialmente o dos imóveis. Depois, porém, não conseguiram cumprir os compromissos. Embora a taxa de inadimplência não tenha aumentado significativamente, o temor de um calote em massa contaminou o mercado financeiro.
3. Como esses problemas influenciam as bolsas mundiais?
Nos últimos anos, os bancos que emprestaram dinheiro para o financiamento imobiliário nos Estados Unidos “empacotaram” boa parte das hipotecas americanas em novos produtos financeiros que foram revendidos a muitos fundos de investimentos em todo o mundo. Como os juros estavam baixos na Europa e no Japão, esses fundos, que ofereciam retornos maiores, tornaram-se atraentes para os pequenos e grandes investidores. Criou-se uma pirâmide de investimentos de cerca de 1 trilhão de dólares por meio da qual a poupança de milhões de empresas e aposentados, europeus e japoneses, foi usada para financiar a construção e a compra de casas nos EUA. Embora tenham sido vendidas como aplicações extremamente seguras, na prática não era bem assim – muitos americanos não cumpriram seus compromissos e o dinheiro nunca chegou aos fundos como era previsto. Quando alguns destes fundos de investimento tentaram se desfazer das hipotecas americanas na esperança de passar adiante o mico do risco, não conseguiram e perderam dinheiro. Tiveram então que vender ações até de empresas saudáveis para se recuperar – isso derrubou as bolsas do planeta.
4. Qual é a real extensão desta crise?
Ainda não se sabe ao certo. Embora mantidas inicialmente no terreno do mercado financeiro, as turbulências já batem na chamada economia real. Algumas empresas americanas começaram a mostrar números decepcionantes, caso das varejistas Wal-Mart e Home Depot, espécies de termômetros do consumo local. Em agosto de 2007, os EUA cortaram 4.000 postos de trabalho – primeira queda do nível de emprego do país desde 2003. O maior risco de a crise extrapolar o mundo das finanças e atingir a economia real está na retração do crédito. Devido à incerteza sobre o futuro da economia global, instituições financeiras americanas reduziram sua tolerância em relação a empréstimos arriscados – não apenas no setor imobiliário. Essa postura reduziu o fluxo de dinheiro que irriga o caixa das empresas. Crédito é um dos principais motores da economia – empresas e negócios surgem e crescem num cenário onde têm acesso a empréstimos para viabilizar seus negócios. As dificuldades no crédito devem comprometer o bom momento atravessado pela economia mundial.
5. No que ela difere de turbulências globais anteriores?
Mais do que qualquer outra crise anterior, esta traz consigo características cuja existência só foi possível graças ao aprofundamento do processo de globalização da economia. Por meio de inovações recentes, bancos e instituições financeiras pulverizaram os riscos de prejuízos e lubrificaram o mercado. Pegue-se o exemplo do setor de imóveis dos Estados Unidos. Para não arcarem sozinhos com o risco de calote nos empréstimos que fizeram a consumidores americanos de segunda linha, os bancos fracionaram e empacotaram o crédito referente a esses empréstimos em títulos, repassados a milhares de fundos de investimento. A lógica é a seguinte: se os consumidores americanos pagarem suas hipotecas, os lucros serão dispersados entre todos os que compraram esses títulos; se houver calote generalizado, o prejuízo será socializado. O problema é que, ao dissiparem os riscos, esses mecanismos também aceleram e aumentam o alcance das fases de turbulência. Como ninguém consegue saber quem está saudável e quem comprou títulos podres, a desconfiança se espalha e paralisa inúmeras negociações.
6. Os bancos centrais devem agir para conter a crise?
Sim, e sem muita demora. Um dos mais importantes estudos econômicos do século XX, de autoria dos americanos Milton Friedman e Anna Schwartz, concluiu que a quebra da Bolsa de Nova York de 1929 e a depressão que se seguiu durante os anos 30 foram precipitadas pela decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de estrangular o crédito, elevando os juros e diminuindo a quantidade de dinheiro em circulação. Sem moeda na praça, e sem a possibilidade de fazer empréstimos junto aos bancos, inúmeras empresas foram à falência, e a economia dos Estados Unidos retraiu dramaticamente. Desde a publicação do estudo, BCs em todo o mundo têm agido de forma mais enérgica para tentar socorrer seus respectivos mercados antes de um colapso generalizado.
7. E o que eles têm feito para afastar essa ameaça?
Os bancos centrais têm atuado na linha de frente para conter o avanço da atual crise financeira. Em setembro de 2007, o Fed mostrou que aprendera a lição do crash de 29: cortou os juros nos Estados Unidos em 0,5 ponto porcentual, depois de 4 anos sem mexer na taxa. A decisão pretendia estimular novos pedidos de empréstimos e conter parte da retração no crédito. Antes disso, porém, o Fed, o Banco Central Europeu e o Banco do Japão despejaram juntos quase 500 bilhões de dólares no mercado, para socorrer bancos e conter a escassez de dinheiro. É, de longe, a maior cifra do gênero na história - após os ataques de 11 de setembro de 2001, o aporte foi de 230 bilhões. Diante da persistência da crise, porém, as medidas não tiveram o efeito desejado. Por isso, o Fed voltou a reduzir os juros em meados de janeiro de 2008. Desta vez, o corte foi de 0,75 ponto porcentual - o maior desde outubro de 1984.
8. E o governo americano, como reagiu à crise?
Após meses de turbulência, o presidente George W. Bush finalmente anunciou, no início de 2008, as linhas gerais de um pacote para salvar a economia americana de uma possível retração no crescimento. O plano de 140 bilhões de dólares, que precisa de apreciação do Congresso, foi avaliado em 1% do PIB. O objetivo do governo é diminuir impostos para consumidores e garantir incentivos fiscais para empresas americanas. Dessa forma, calculou a Casa Branca, os Estados Unidos escapariam da recessão - trazendo ainda benefícios para todo o planeta.
9. Quais são os efeitos sofridos pelo Brasil?
Por estar cada vez mais inserido no contexto da economia global, o Brasil não sairá ileso desta crise. Os primeiros efeitos já foram sentidos no mercado de ações. Para estancarem os prejuízos decorrentes da crise, investidores estrangeiros venderam papéis não só nos Estados Unidos e na Europa, mas também em mercados emergentes, como o Brasil. A fuga do dinheiro externo explica os dias de forte queda da Bolsa de Valores de São Paulo. A médio prazo, o crescimento da economia brasileira pode sofrer o baque de uma eventual retração global, o que manteria o aumento do PIB na mediocridade atual por mais tempo. A desaceleração mundial derrubaria o preço das commodities e afetaria diretamente a economia brasileira, que tem, na exportação desses produtos básicos, sua maior fonte de renda externa. Além disso, se o dólar subir demais, a baixa inflação brasileira pode ficar comprometida, já que uma série de produtos, a maioria importados, têm seu preço baseado na moeda americana. Para conter a inflação, o Banco Central pode interromper a queda na taxa de juros e ameaçar ainda mais o crescimento do país – juros altos desestimulam os empréstimos que fazem a economia andar. De todos esses cenários possíveis, o único que parece provável é o atraso da promoção do Brasil ao chamado grau de investimento, categoria que indica os países com baixa propensão ao calote.
10. Por que o país não corre tantos riscos desta vez?
Durante os anos 90, o Brasil atravessou, aos trancos e barrancos, as crises nos mercados financeiros do México (94), da Ásia (97), e da Rússia (98), e sucumbiu ao ataque especulativo contra o real, no início de 1999, desvalorizando a moeda. Nesta última ocasião, o país tinha reservas de apenas 35 bilhões de dólares – no auge da crise, o mercado brasileiro perdia 1 bilhão por dia. Desta vez, o cenário é bem diferente: o país tem dólares de sobra e o drama da dívida externa faz parte do passado. Segundo o Banco Central, o Brasil tem quase 160 bilhões de dólares de reserva que podem ser injetados no mercado para conter a fuga de capitais. O país, portanto, não vai quebrar.
11. Por que o dólar sobe quando a bolsa cai?
De forma simplificada, o que acontece é o seguinte: quando o mercado de ações passa por um período de instabilidade, o valor dos papéis sobe e desce imprevisivelmente. Como não sabem se a cotação das ações que possuem vai subir ou descer, os investidores preferem comprar dólares e desfazer-se dos papéis. O dólar é um investimento muito mais seguro, já que a moeda americana não tem a mesma chance de se desvalorizar do que as ações de uma empresa – que pode, por exemplo, falir e causar prejuízos enormes. Quando os investidores tiram dinheiro da bolsa – o que provoca sua queda – muitos correm para comprar dólares. A alta procura eleva a cotação da moeda americana.
12. É possível uma nova onda de desemprego?
Ondas de desemprego estão normalmente associadas a cenários de recessão econômica mais graves, quando o nível de produção cai e as empresas costumam dispensar parte de sua mão de obra para diminuir os prejuízos. Pelo menos por enquanto, não é caso desta crise. Mesmo que a economia dos Estados Unidos venha a se retrair como prevêem os analistas – o que com certeza provocará uma redução do crescimento brasileiro – a situação no país é estável, e as variações na taxa de desemprego devem continuar leves, para cima e para baixo.
13. É seguro investir em ações nesse período?
Sim. Diante da crise, os analistas não se arriscam a prever uma data para o fim da oscilação das bolsas, embora muitos apostem que ela se estenderá por boa parte de 2008. Isso não significa, no entanto, que a bolsa transformou-se da noite para o dia em território restrito a grandes jogadores e alguns poucos entendidos, como já foi um dia. Mesmo com as turbulências, segue sendo seguro investir no mercado de ações - mas, mais do que nunca, deve se esperar retorno a longo prazo, quando os efeitos mais graves da crise já tiverem passado e o mercado recuperar a tendência de alta. Em 2007, mesmo com momentos de fortes perdas, o índice Bovespa, principal da Bolsa de Valores de São Paulo, registrou valorização de 43,6%. No futuro próximo, a turbulência pode reduzir um pouco esses ganhos - mas eles deverão se manter acima de outros investimentos. Outro argumento dos analistas para manter os investimentos: a bolsa brasileira está barata em termos internacionais.
Para quem já tem dinheiro em papéis, o mais importante é não sair - a regra é ter cautela, já que voltar para o mercado depois, em épocas de alta, pode sair muito mais caro. Recomenda-se também que o investidor fique de olho nas pechinchas que surgem com a crise. Neste cenário, muitos estrangeiros vendem ações de empresas saudáveis e derrubam sua cotação. A longo prazo porém, elas podem se valorizar e beneficiar quem comprou-as na baixa. Diversificar as apostas também é indicado para tempos de bolsa volátil - eventuais perdas com uma companhia podem ser compensadas com ganhos em outras. Por fim, o investidor da bolsa deve avaliar o desempenho de sua aplicação em particular: a variação das ações que estão no fundo escolhido não vai ser necessariamente igual à do Ibovespa, que segue as 64 ações mais negociadas nos pregões da bolsa. Para se ter uma idéia, no início de 2008, já havia cerca de 450 empresas com papéis na Bovespa
1. Por que as bolsas de valores vêm caindo em todo o mundo?
2. O que há de errado com o mercado imobiliário dos EUA?
3. Como esses problemas influenciam as bolsas mundiais?
4. Qual é a real extensão desta crise?
5. No que ela difere de turbulências globais anteriores?
6. Os bancos centrais devem agir para conter a crise?
7. E o que eles têm feito para afastar essa ameaça?
8. E o governo americano, como reagiu à crise?
9. Quais são os efeitos sofridos pelo Brasil?
10. Por que o país não corre tantos riscos desta vez?
11. Por que o dólar sobe quando a bolsa cai?
12. É possível uma nova onda de desemprego?
13. É seguro investir em ações nesse período?
1. Por que as bolsas de valores vêm caindo em todo o mundo?
Os principais mercados de ações do planeta estão sofrendo os efeitos de um problema ocorrido no mercado imobiliário dos Estados Unidos. A descoberta de que alguns americanos não estão pagando as prestações dos financiamentos de suas casas espalhou pânico entre investidores em todo o mundo – muitos fundos de investimento possuem parte de seus papéis lastreados nestes financiamentos. Como um segmento da população não consegue pagar as suas parcelas, criou-se um temor de que os americanos possam também diminuir o seu ritmo de consumo. Este medo de retração da economia dos EUA, aliado à suspeita da existência de papéis “contaminados” nos fundos de investimentos, fez com que muitos investidores vendessem as ações que possuíam. Quando há muita gente querendo vender, o preço das ações cai. O conjunto do das ações em queda derrubou a cotação das bolsas de valores.
2. O que há de errado com o mercado imobiliário dos EUA?
Os seguidos anos de crescimento econômico fizeram com que os bancos e instituições financeiras americanas abrissem a carteira para todo tipo de gente e empresas. Empréstimos foram concedidos até a pessoas em má situação financeira (no setor imobiliário, o crédito às famílias de baixa renda chama-se subprime). Como os juros eram extremamente baixos, muitos americanos financiaram ou refinanciaram o pagamento de alguns bens – especialmente o dos imóveis. Depois, porém, não conseguiram cumprir os compromissos. Embora a taxa de inadimplência não tenha aumentado significativamente, o temor de um calote em massa contaminou o mercado financeiro.
3. Como esses problemas influenciam as bolsas mundiais?
Nos últimos anos, os bancos que emprestaram dinheiro para o financiamento imobiliário nos Estados Unidos “empacotaram” boa parte das hipotecas americanas em novos produtos financeiros que foram revendidos a muitos fundos de investimentos em todo o mundo. Como os juros estavam baixos na Europa e no Japão, esses fundos, que ofereciam retornos maiores, tornaram-se atraentes para os pequenos e grandes investidores. Criou-se uma pirâmide de investimentos de cerca de 1 trilhão de dólares por meio da qual a poupança de milhões de empresas e aposentados, europeus e japoneses, foi usada para financiar a construção e a compra de casas nos EUA. Embora tenham sido vendidas como aplicações extremamente seguras, na prática não era bem assim – muitos americanos não cumpriram seus compromissos e o dinheiro nunca chegou aos fundos como era previsto. Quando alguns destes fundos de investimento tentaram se desfazer das hipotecas americanas na esperança de passar adiante o mico do risco, não conseguiram e perderam dinheiro. Tiveram então que vender ações até de empresas saudáveis para se recuperar – isso derrubou as bolsas do planeta.
4. Qual é a real extensão desta crise?
Ainda não se sabe ao certo. Embora mantidas inicialmente no terreno do mercado financeiro, as turbulências já batem na chamada economia real. Algumas empresas americanas começaram a mostrar números decepcionantes, caso das varejistas Wal-Mart e Home Depot, espécies de termômetros do consumo local. Em agosto de 2007, os EUA cortaram 4.000 postos de trabalho – primeira queda do nível de emprego do país desde 2003. O maior risco de a crise extrapolar o mundo das finanças e atingir a economia real está na retração do crédito. Devido à incerteza sobre o futuro da economia global, instituições financeiras americanas reduziram sua tolerância em relação a empréstimos arriscados – não apenas no setor imobiliário. Essa postura reduziu o fluxo de dinheiro que irriga o caixa das empresas. Crédito é um dos principais motores da economia – empresas e negócios surgem e crescem num cenário onde têm acesso a empréstimos para viabilizar seus negócios. As dificuldades no crédito devem comprometer o bom momento atravessado pela economia mundial.
5. No que ela difere de turbulências globais anteriores?
Mais do que qualquer outra crise anterior, esta traz consigo características cuja existência só foi possível graças ao aprofundamento do processo de globalização da economia. Por meio de inovações recentes, bancos e instituições financeiras pulverizaram os riscos de prejuízos e lubrificaram o mercado. Pegue-se o exemplo do setor de imóveis dos Estados Unidos. Para não arcarem sozinhos com o risco de calote nos empréstimos que fizeram a consumidores americanos de segunda linha, os bancos fracionaram e empacotaram o crédito referente a esses empréstimos em títulos, repassados a milhares de fundos de investimento. A lógica é a seguinte: se os consumidores americanos pagarem suas hipotecas, os lucros serão dispersados entre todos os que compraram esses títulos; se houver calote generalizado, o prejuízo será socializado. O problema é que, ao dissiparem os riscos, esses mecanismos também aceleram e aumentam o alcance das fases de turbulência. Como ninguém consegue saber quem está saudável e quem comprou títulos podres, a desconfiança se espalha e paralisa inúmeras negociações.
6. Os bancos centrais devem agir para conter a crise?
Sim, e sem muita demora. Um dos mais importantes estudos econômicos do século XX, de autoria dos americanos Milton Friedman e Anna Schwartz, concluiu que a quebra da Bolsa de Nova York de 1929 e a depressão que se seguiu durante os anos 30 foram precipitadas pela decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de estrangular o crédito, elevando os juros e diminuindo a quantidade de dinheiro em circulação. Sem moeda na praça, e sem a possibilidade de fazer empréstimos junto aos bancos, inúmeras empresas foram à falência, e a economia dos Estados Unidos retraiu dramaticamente. Desde a publicação do estudo, BCs em todo o mundo têm agido de forma mais enérgica para tentar socorrer seus respectivos mercados antes de um colapso generalizado.
7. E o que eles têm feito para afastar essa ameaça?
Os bancos centrais têm atuado na linha de frente para conter o avanço da atual crise financeira. Em setembro de 2007, o Fed mostrou que aprendera a lição do crash de 29: cortou os juros nos Estados Unidos em 0,5 ponto porcentual, depois de 4 anos sem mexer na taxa. A decisão pretendia estimular novos pedidos de empréstimos e conter parte da retração no crédito. Antes disso, porém, o Fed, o Banco Central Europeu e o Banco do Japão despejaram juntos quase 500 bilhões de dólares no mercado, para socorrer bancos e conter a escassez de dinheiro. É, de longe, a maior cifra do gênero na história - após os ataques de 11 de setembro de 2001, o aporte foi de 230 bilhões. Diante da persistência da crise, porém, as medidas não tiveram o efeito desejado. Por isso, o Fed voltou a reduzir os juros em meados de janeiro de 2008. Desta vez, o corte foi de 0,75 ponto porcentual - o maior desde outubro de 1984.
8. E o governo americano, como reagiu à crise?
Após meses de turbulência, o presidente George W. Bush finalmente anunciou, no início de 2008, as linhas gerais de um pacote para salvar a economia americana de uma possível retração no crescimento. O plano de 140 bilhões de dólares, que precisa de apreciação do Congresso, foi avaliado em 1% do PIB. O objetivo do governo é diminuir impostos para consumidores e garantir incentivos fiscais para empresas americanas. Dessa forma, calculou a Casa Branca, os Estados Unidos escapariam da recessão - trazendo ainda benefícios para todo o planeta.
9. Quais são os efeitos sofridos pelo Brasil?
Por estar cada vez mais inserido no contexto da economia global, o Brasil não sairá ileso desta crise. Os primeiros efeitos já foram sentidos no mercado de ações. Para estancarem os prejuízos decorrentes da crise, investidores estrangeiros venderam papéis não só nos Estados Unidos e na Europa, mas também em mercados emergentes, como o Brasil. A fuga do dinheiro externo explica os dias de forte queda da Bolsa de Valores de São Paulo. A médio prazo, o crescimento da economia brasileira pode sofrer o baque de uma eventual retração global, o que manteria o aumento do PIB na mediocridade atual por mais tempo. A desaceleração mundial derrubaria o preço das commodities e afetaria diretamente a economia brasileira, que tem, na exportação desses produtos básicos, sua maior fonte de renda externa. Além disso, se o dólar subir demais, a baixa inflação brasileira pode ficar comprometida, já que uma série de produtos, a maioria importados, têm seu preço baseado na moeda americana. Para conter a inflação, o Banco Central pode interromper a queda na taxa de juros e ameaçar ainda mais o crescimento do país – juros altos desestimulam os empréstimos que fazem a economia andar. De todos esses cenários possíveis, o único que parece provável é o atraso da promoção do Brasil ao chamado grau de investimento, categoria que indica os países com baixa propensão ao calote.
10. Por que o país não corre tantos riscos desta vez?
Durante os anos 90, o Brasil atravessou, aos trancos e barrancos, as crises nos mercados financeiros do México (94), da Ásia (97), e da Rússia (98), e sucumbiu ao ataque especulativo contra o real, no início de 1999, desvalorizando a moeda. Nesta última ocasião, o país tinha reservas de apenas 35 bilhões de dólares – no auge da crise, o mercado brasileiro perdia 1 bilhão por dia. Desta vez, o cenário é bem diferente: o país tem dólares de sobra e o drama da dívida externa faz parte do passado. Segundo o Banco Central, o Brasil tem quase 160 bilhões de dólares de reserva que podem ser injetados no mercado para conter a fuga de capitais. O país, portanto, não vai quebrar.
11. Por que o dólar sobe quando a bolsa cai?
De forma simplificada, o que acontece é o seguinte: quando o mercado de ações passa por um período de instabilidade, o valor dos papéis sobe e desce imprevisivelmente. Como não sabem se a cotação das ações que possuem vai subir ou descer, os investidores preferem comprar dólares e desfazer-se dos papéis. O dólar é um investimento muito mais seguro, já que a moeda americana não tem a mesma chance de se desvalorizar do que as ações de uma empresa – que pode, por exemplo, falir e causar prejuízos enormes. Quando os investidores tiram dinheiro da bolsa – o que provoca sua queda – muitos correm para comprar dólares. A alta procura eleva a cotação da moeda americana.
12. É possível uma nova onda de desemprego?
Ondas de desemprego estão normalmente associadas a cenários de recessão econômica mais graves, quando o nível de produção cai e as empresas costumam dispensar parte de sua mão de obra para diminuir os prejuízos. Pelo menos por enquanto, não é caso desta crise. Mesmo que a economia dos Estados Unidos venha a se retrair como prevêem os analistas – o que com certeza provocará uma redução do crescimento brasileiro – a situação no país é estável, e as variações na taxa de desemprego devem continuar leves, para cima e para baixo.
13. É seguro investir em ações nesse período?
Sim. Diante da crise, os analistas não se arriscam a prever uma data para o fim da oscilação das bolsas, embora muitos apostem que ela se estenderá por boa parte de 2008. Isso não significa, no entanto, que a bolsa transformou-se da noite para o dia em território restrito a grandes jogadores e alguns poucos entendidos, como já foi um dia. Mesmo com as turbulências, segue sendo seguro investir no mercado de ações - mas, mais do que nunca, deve se esperar retorno a longo prazo, quando os efeitos mais graves da crise já tiverem passado e o mercado recuperar a tendência de alta. Em 2007, mesmo com momentos de fortes perdas, o índice Bovespa, principal da Bolsa de Valores de São Paulo, registrou valorização de 43,6%. No futuro próximo, a turbulência pode reduzir um pouco esses ganhos - mas eles deverão se manter acima de outros investimentos. Outro argumento dos analistas para manter os investimentos: a bolsa brasileira está barata em termos internacionais.
Para quem já tem dinheiro em papéis, o mais importante é não sair - a regra é ter cautela, já que voltar para o mercado depois, em épocas de alta, pode sair muito mais caro. Recomenda-se também que o investidor fique de olho nas pechinchas que surgem com a crise. Neste cenário, muitos estrangeiros vendem ações de empresas saudáveis e derrubam sua cotação. A longo prazo porém, elas podem se valorizar e beneficiar quem comprou-as na baixa. Diversificar as apostas também é indicado para tempos de bolsa volátil - eventuais perdas com uma companhia podem ser compensadas com ganhos em outras. Por fim, o investidor da bolsa deve avaliar o desempenho de sua aplicação em particular: a variação das ações que estão no fundo escolhido não vai ser necessariamente igual à do Ibovespa, que segue as 64 ações mais negociadas nos pregões da bolsa. Para se ter uma idéia, no início de 2008, já havia cerca de 450 empresas com papéis na Bovespa
2º Biocombustíveis e alimentos
Biocombustíveis e alimentos
Em meio aos esforços do governo e de empresários brasileiros para promover o etanol combustível e minimizar as resistências ao produto na Europa, representantes da Organização das Nações Unidas (ONU) fizeram duras críticas ao uso em larga escala dos biocombustíveis como alternativa às fontes de energia fósseis. Isso porque o etanol é relacionado por seus críticos ao aumento nos preços mundiais de alimentos. A suspeita já fez com que o mercado europeu se fechasse um pouco mais contra o combustível verde. O etanol americano, produzido com milho, seria um dos responsáveis pela alta dos preços dos alimentos no mundo nos últimos meses. O etanol brasileiro também pode ser apontado como um dos culpados? Entenda os argumentos de quem é contra e a favor do etanol - e também de que forma sua produção teria influência na inflação dos alimentos.
1. A produção de etanol pode prejudicar a produção de alimentos no mundo?
2. Se isso acontecer, quais serão os efeitos?
3. De que forma o etanol estaria ligado à inflação nos preços dos alimentos?
4. Com base em quais argumentos a ONU tem criticado a produção do etanol?
5. O que dizem os países europeus sobre essa questão?
6. O que dizem as ONGs que criticam o uso dos biocombustíveis?
7. Quais são os principais países produtores de etanol?
8. Por que o etanol brasileiro tem mais vantagens do que o americano?
9. Qual é o limite máximo da produção para não prejudicar as outras culturas?
10. Na América Latina, quais países já se manifestaram contra o etanol?
11. De que forma o governo brasileiro tem contra-atacado os críticos do etanol?
12. Por que não se pode culpar somente os biocombustíveis pela dos preços dos alimentos?
1. A produção de etanol pode prejudicar a produção de alimentos no mundo?
Dificilmente, já que isso apenas aconteceria caso os países utilizassem a produção agrícola com fins energéticos em detrimento dos alimentos. Atualmente, o mundo produz mais alimento do que consome. Parte da alta de preços de alimentos no planeta pode ser atribuída à expansão da lavoura de milho voltada para a produção de etanol nos Estados Unidos. No Brasil, porém, são poucas as chances de isso ocorrer. Dos 355 milhões de hectares disponíveis para plantio no país, somente 90 milhões seriam adequados à cultura de cana, que atualmente ocupa apenas 7,2 milhões de hectares (metade deles para a produção de açúcar). Em São Paulo, por exemplo, a plantação de cana ocupou nos últimos anos o espaço de pastagens - sem que a produção de carne bovina tenha diminuído.
2. Se isso acontecer, quais serão os efeitos?
A redução das superfícies destinadas aos alimentos contribuiria para o aumento dos preços dos mantimentos. O que tem mais chance de acontecer, porém, é um deslocamento das lavouras à medida que a cana dominar os espaços antes ocupados por outras culturas. Pode haver ajustes de preços regionais por causa de mudanças na logística de abastecimento. Não se pode, contudo, desprezar o fato de que os avanços da tecnologia agrícola poderão prover grandes aumentos de produtividade nos próximos anos. E que as nações ricas poderão eliminar barreiras e subsídios que sufocam a produção nos países pobres.
3. De que forma o etanol estaria ligado à inflação nos preços dos alimentos?
O principal problema tem relação com o etanol produzido nos Estados Unidos. O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que a produção de etanol americana é responsável por metade do aumento da demanda mundial de milho nos últimos três anos. Isso aumentou o preço do milho e o preço das rações. Dessa forma, aumentam também os custos de produtos bovinos e suínos, já que o milho é usado em rações animais. De acordo com o Departamento de Agricultura, o mesmo ocorreu com outras colheitas - principalmente soja - quando os produtores decidiram mudar seus cultivos para o milho.
4. Com base em quais argumentos a ONU tem criticado a produção do etanol?
Segundo o relator especial da ONU para o Direito à Alimentação, Jean Ziegler, a produção em massa de biocombustíveis representa um "crime contra a humanidade" por seu impacto nos preços mundiais dos alimentos. Isso porque as terras que deveriam ser usadas para a produção de alimentos serão supostamente destinadas ao plantio das matérias-primas para a fabricação de etanol. Em outubro do ano passado, Ziegler elaborou um relatório para pedir uma moratória de cinco anos na produção do etanol. Durante esse período, os governos precisariam avaliar os impactos sociais, ambientais e de direitos humanos que a produção de etanol geraria.
5. O que dizem os países europeus sobre essa questão?
A Comissão Européia já indicou que vai propor a supressão das subvenções para os cultivos destinados à produção de biocombustíveis. Vários dirigentes europeus manifestaram preocupação com a utilização da produção agrícola com fins energéticos ao invés de alimentos. Entre eles está o ministro da Agricultura da França, Michel Barnier, que disse: "A produção agrícola com fins alimentares deve ser claramente prioritária".
6. O que dizem as ONGs que criticam o uso dos biocombustíveis?
As ONGs passaram a acusar o etanol de roubar espaço dos alimentos no campo e dizem que os usineiros do Brasil querem avançar a área de plantio de cana na floresta amazônica, o que contribuiria ainda mais para o desmatamento. No exterior, a ONG britânica Oxfam afirma que o etanol é uma ameaça para milhões de pessoas dos países em vias de desenvolvimento, vulneráveis ao encarecimento dos alimentos básicos como os cereais. A Oxfam se baseia em um estudo do International Food Policy Research Institute, segundo o qual a demanda de biocombustíveis é responsável por aproximadamente 30% dos últimos incrementos do preço dos alimentos. Essa variação repercute, sobretudo, nos mais pobres do mundo, que dedicam à comida entre 50% e 80% de sua receita, o que significa que qualquer aumento nos preços reduzirá o consumo de alimentos e aumentará a fome.
7. Quais são os principais países produtores de etanol?
Brasil (cana-de-açúcar), Estados Unidos (principalmente milho, mas com boa perspectiva de chegar primeiro ao etanol de celulose), Canadá (trigo e milho), China (mandioca), Índia (cana, melaço) e Colômbia (cana e óleo de palma). A Alemanha produz metade do biodiesel do mundo.
8. Por que o etanol brasileiro tem mais vantagens do que o americano?
As principais críticas dizem respeito ao modo de produção. O etanol americano é feito a base de milho e conta com fortes subsídios por parte do governo do país. Para entrar nos Estados Unidos, o etanol brasileiro enfrenta uma tarifa de 0,54 dólares. Além disso, o etanol feito de milho contribui para o aumento do preço do cereal e tem um peso negativo diante da atual inflação de alimentos. O etanol brasileiro tem ainda outras vantagens. A primeira é a limpeza. Para cada litro de gasolina utilizado na lavoura ou na indústria, são produzidos 9,2 litros de etanol. No caso do etanol de milho, essa relação cai para 1,4 litro de etanol para cada litro de combustível fóssil empregado no processo. A segunda é a produtividade. No Brasil, são produzidos 7 500 litros de etanol por hectare plantado de cana. No caso do milho, cada hectare produz 3 000 litros.
9. Qual é o limite máximo da produção para não prejudicar as outras culturas?
Em tese, há ainda 77 milhões de hectares a ser ocupados no Brasil sem afetar o espaço dedicado a outras culturas. Atualmente, a cana-de-açúcar ocupa 7,2 milhões de hectares, menos do que a soja (21 milhões) e o milho (14,4 milhões).
10. Na América Latina, quais países já se manifestaram contra o etanol?
Bolívia, Cuba e Venezuela. Havana chegou a propor que a ONU comece um estudo para avaliar até que ponto o etanol, tanto de milho como de cana-de-açúcar, afetam a produção de alimentos no mundo, O presidente boliviano Evo Morales foi um dos principais defensores da moratória de cinco anos para a produção de etanol proposta pela ONU. Já o líder venezuelano Hugo Chávez teme que o crescimento do etanol no mercado internacional possa prejudicar as exportações venezuelanas de petróleo - commodity da qual o país do caudilho é um dos principais produtores. Para diplomatas da ONU, o temor desses países é de que o etanol leve o governo americano a ter maior influência sobre os governos da América Central.
11. De que forma o governo brasileiro tem contra-atacado os críticos do etanol?
Quanto às críticas cubanas, o Brasil explicou a Havana que o etanol já é produzido por aqui há 35 anos e isso nunca implicou uma redução da área destinada à agricultura. Além disso, o Planalto convidou os cubanos a fazer uma visita ao Brasil para conhecer a produção de cana e propôs um plano de cooperação com Cuba para melhorar a qualidade da cana produzida na ilha, para que Havana também possa fabricar etanol. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem feito uma defesa ferrenha do etanol em viagens pela Europa. Sua estratégia envolve o apoio de empresários brasileiros do setor sucroalcooleiro, interessados em atrair investimentos europeus. Lula acusou o relator especial da ONU, Jean Ziegler, de não conhecer a realidade brasileira, o que é verdade. O sociólogo suíço é um socialista radical que há muito tempo critica o etanol como se não houvesse outras razões para o aumento dos preços. O presidente chegou a dizer que acusar a produção de biocombustíveis como responsável pelo aumento da inflação é "uma falácia, uma mentira deslavada". Para Lula, os preços dos alimentos têm subido porque "os pobres do mundo começaram a comer".
12. Por que não se pode culpar somente os biocombustíveis pela dos preços dos alimentos?
O que está acontecendo no mundo é um desequilíbrio entre a oferta e a demanda de alimentos. Isso ocorre porque houve um crescimento explosivo da demanda entre os consumidores dos países emergentes, cuja renda per capita cresceu muito nos últimos três anos. Além disso, a oferta diminuiu devido às secas. Nos últimos três anos, houve secas tão profundas no sul do Brasil que perdemos 40 milhões de toneladas de grãos. O problema ocorreu também em outros países, como Austrália e Ucrânia. A diminuição da oferta e a demanda crescente tiveram como conseqüência imediata o aumento dos preços
Em meio aos esforços do governo e de empresários brasileiros para promover o etanol combustível e minimizar as resistências ao produto na Europa, representantes da Organização das Nações Unidas (ONU) fizeram duras críticas ao uso em larga escala dos biocombustíveis como alternativa às fontes de energia fósseis. Isso porque o etanol é relacionado por seus críticos ao aumento nos preços mundiais de alimentos. A suspeita já fez com que o mercado europeu se fechasse um pouco mais contra o combustível verde. O etanol americano, produzido com milho, seria um dos responsáveis pela alta dos preços dos alimentos no mundo nos últimos meses. O etanol brasileiro também pode ser apontado como um dos culpados? Entenda os argumentos de quem é contra e a favor do etanol - e também de que forma sua produção teria influência na inflação dos alimentos.
1. A produção de etanol pode prejudicar a produção de alimentos no mundo?
2. Se isso acontecer, quais serão os efeitos?
3. De que forma o etanol estaria ligado à inflação nos preços dos alimentos?
4. Com base em quais argumentos a ONU tem criticado a produção do etanol?
5. O que dizem os países europeus sobre essa questão?
6. O que dizem as ONGs que criticam o uso dos biocombustíveis?
7. Quais são os principais países produtores de etanol?
8. Por que o etanol brasileiro tem mais vantagens do que o americano?
9. Qual é o limite máximo da produção para não prejudicar as outras culturas?
10. Na América Latina, quais países já se manifestaram contra o etanol?
11. De que forma o governo brasileiro tem contra-atacado os críticos do etanol?
12. Por que não se pode culpar somente os biocombustíveis pela dos preços dos alimentos?
1. A produção de etanol pode prejudicar a produção de alimentos no mundo?
Dificilmente, já que isso apenas aconteceria caso os países utilizassem a produção agrícola com fins energéticos em detrimento dos alimentos. Atualmente, o mundo produz mais alimento do que consome. Parte da alta de preços de alimentos no planeta pode ser atribuída à expansão da lavoura de milho voltada para a produção de etanol nos Estados Unidos. No Brasil, porém, são poucas as chances de isso ocorrer. Dos 355 milhões de hectares disponíveis para plantio no país, somente 90 milhões seriam adequados à cultura de cana, que atualmente ocupa apenas 7,2 milhões de hectares (metade deles para a produção de açúcar). Em São Paulo, por exemplo, a plantação de cana ocupou nos últimos anos o espaço de pastagens - sem que a produção de carne bovina tenha diminuído.
2. Se isso acontecer, quais serão os efeitos?
A redução das superfícies destinadas aos alimentos contribuiria para o aumento dos preços dos mantimentos. O que tem mais chance de acontecer, porém, é um deslocamento das lavouras à medida que a cana dominar os espaços antes ocupados por outras culturas. Pode haver ajustes de preços regionais por causa de mudanças na logística de abastecimento. Não se pode, contudo, desprezar o fato de que os avanços da tecnologia agrícola poderão prover grandes aumentos de produtividade nos próximos anos. E que as nações ricas poderão eliminar barreiras e subsídios que sufocam a produção nos países pobres.
3. De que forma o etanol estaria ligado à inflação nos preços dos alimentos?
O principal problema tem relação com o etanol produzido nos Estados Unidos. O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que a produção de etanol americana é responsável por metade do aumento da demanda mundial de milho nos últimos três anos. Isso aumentou o preço do milho e o preço das rações. Dessa forma, aumentam também os custos de produtos bovinos e suínos, já que o milho é usado em rações animais. De acordo com o Departamento de Agricultura, o mesmo ocorreu com outras colheitas - principalmente soja - quando os produtores decidiram mudar seus cultivos para o milho.
4. Com base em quais argumentos a ONU tem criticado a produção do etanol?
Segundo o relator especial da ONU para o Direito à Alimentação, Jean Ziegler, a produção em massa de biocombustíveis representa um "crime contra a humanidade" por seu impacto nos preços mundiais dos alimentos. Isso porque as terras que deveriam ser usadas para a produção de alimentos serão supostamente destinadas ao plantio das matérias-primas para a fabricação de etanol. Em outubro do ano passado, Ziegler elaborou um relatório para pedir uma moratória de cinco anos na produção do etanol. Durante esse período, os governos precisariam avaliar os impactos sociais, ambientais e de direitos humanos que a produção de etanol geraria.
5. O que dizem os países europeus sobre essa questão?
A Comissão Européia já indicou que vai propor a supressão das subvenções para os cultivos destinados à produção de biocombustíveis. Vários dirigentes europeus manifestaram preocupação com a utilização da produção agrícola com fins energéticos ao invés de alimentos. Entre eles está o ministro da Agricultura da França, Michel Barnier, que disse: "A produção agrícola com fins alimentares deve ser claramente prioritária".
6. O que dizem as ONGs que criticam o uso dos biocombustíveis?
As ONGs passaram a acusar o etanol de roubar espaço dos alimentos no campo e dizem que os usineiros do Brasil querem avançar a área de plantio de cana na floresta amazônica, o que contribuiria ainda mais para o desmatamento. No exterior, a ONG britânica Oxfam afirma que o etanol é uma ameaça para milhões de pessoas dos países em vias de desenvolvimento, vulneráveis ao encarecimento dos alimentos básicos como os cereais. A Oxfam se baseia em um estudo do International Food Policy Research Institute, segundo o qual a demanda de biocombustíveis é responsável por aproximadamente 30% dos últimos incrementos do preço dos alimentos. Essa variação repercute, sobretudo, nos mais pobres do mundo, que dedicam à comida entre 50% e 80% de sua receita, o que significa que qualquer aumento nos preços reduzirá o consumo de alimentos e aumentará a fome.
7. Quais são os principais países produtores de etanol?
Brasil (cana-de-açúcar), Estados Unidos (principalmente milho, mas com boa perspectiva de chegar primeiro ao etanol de celulose), Canadá (trigo e milho), China (mandioca), Índia (cana, melaço) e Colômbia (cana e óleo de palma). A Alemanha produz metade do biodiesel do mundo.
8. Por que o etanol brasileiro tem mais vantagens do que o americano?
As principais críticas dizem respeito ao modo de produção. O etanol americano é feito a base de milho e conta com fortes subsídios por parte do governo do país. Para entrar nos Estados Unidos, o etanol brasileiro enfrenta uma tarifa de 0,54 dólares. Além disso, o etanol feito de milho contribui para o aumento do preço do cereal e tem um peso negativo diante da atual inflação de alimentos. O etanol brasileiro tem ainda outras vantagens. A primeira é a limpeza. Para cada litro de gasolina utilizado na lavoura ou na indústria, são produzidos 9,2 litros de etanol. No caso do etanol de milho, essa relação cai para 1,4 litro de etanol para cada litro de combustível fóssil empregado no processo. A segunda é a produtividade. No Brasil, são produzidos 7 500 litros de etanol por hectare plantado de cana. No caso do milho, cada hectare produz 3 000 litros.
9. Qual é o limite máximo da produção para não prejudicar as outras culturas?
Em tese, há ainda 77 milhões de hectares a ser ocupados no Brasil sem afetar o espaço dedicado a outras culturas. Atualmente, a cana-de-açúcar ocupa 7,2 milhões de hectares, menos do que a soja (21 milhões) e o milho (14,4 milhões).
10. Na América Latina, quais países já se manifestaram contra o etanol?
Bolívia, Cuba e Venezuela. Havana chegou a propor que a ONU comece um estudo para avaliar até que ponto o etanol, tanto de milho como de cana-de-açúcar, afetam a produção de alimentos no mundo, O presidente boliviano Evo Morales foi um dos principais defensores da moratória de cinco anos para a produção de etanol proposta pela ONU. Já o líder venezuelano Hugo Chávez teme que o crescimento do etanol no mercado internacional possa prejudicar as exportações venezuelanas de petróleo - commodity da qual o país do caudilho é um dos principais produtores. Para diplomatas da ONU, o temor desses países é de que o etanol leve o governo americano a ter maior influência sobre os governos da América Central.
11. De que forma o governo brasileiro tem contra-atacado os críticos do etanol?
Quanto às críticas cubanas, o Brasil explicou a Havana que o etanol já é produzido por aqui há 35 anos e isso nunca implicou uma redução da área destinada à agricultura. Além disso, o Planalto convidou os cubanos a fazer uma visita ao Brasil para conhecer a produção de cana e propôs um plano de cooperação com Cuba para melhorar a qualidade da cana produzida na ilha, para que Havana também possa fabricar etanol. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem feito uma defesa ferrenha do etanol em viagens pela Europa. Sua estratégia envolve o apoio de empresários brasileiros do setor sucroalcooleiro, interessados em atrair investimentos europeus. Lula acusou o relator especial da ONU, Jean Ziegler, de não conhecer a realidade brasileira, o que é verdade. O sociólogo suíço é um socialista radical que há muito tempo critica o etanol como se não houvesse outras razões para o aumento dos preços. O presidente chegou a dizer que acusar a produção de biocombustíveis como responsável pelo aumento da inflação é "uma falácia, uma mentira deslavada". Para Lula, os preços dos alimentos têm subido porque "os pobres do mundo começaram a comer".
12. Por que não se pode culpar somente os biocombustíveis pela dos preços dos alimentos?
O que está acontecendo no mundo é um desequilíbrio entre a oferta e a demanda de alimentos. Isso ocorre porque houve um crescimento explosivo da demanda entre os consumidores dos países emergentes, cuja renda per capita cresceu muito nos últimos três anos. Além disso, a oferta diminuiu devido às secas. Nos últimos três anos, houve secas tão profundas no sul do Brasil que perdemos 40 milhões de toneladas de grãos. O problema ocorreu também em outros países, como Austrália e Ucrânia. A diminuição da oferta e a demanda crescente tiveram como conseqüência imediata o aumento dos preços
1º - As 60 maiores potências econômicas do Mundo
As 60 maiores potências económicas do mundo - Estados e empresas (1)
-PIB ou volume de negócios em milhares de milhões de dólares (2)
(1) (2)
1º Estados Unidos 7745,7
2º Japão 4201,6
3º Alemanha 2100,1
4º França 1398,5
5º Reino Unido 1271,7
6º Itália 1145,4
7º China(incluindo Hong Kong) 996,4
8º Brasil 786,5
9º Canadá 603,1
10º Espanha 531,4
11º Coreia do Sul 442,5
12º Rússia 440,6
13º Austrália 391,0
14º Holanda 360,5
15º Índia 359,8
16º México 334,8
17º Argentina 322,7
18º Suíça 293,4
19º Bélgica 264,4
20º Suécia 227,8
21º Indonésia 214,6
22º Áustria 206,2
23º General Motors(EUA)178,2
24º Dinamarca 161,1
25º Tailândia 157,3
26º Ford Motor(EUA) 153,5
27º Noruega 153,4
28º Mitsui & Co (Japão)142,8
29º Polónia 135,7
30º África do Sul 129,1
31º Mitsubishi(Japão)129,0
32º Shell(Holanda e Reino Unido) 128,1
33º Itochu(Japão) 126,7
34º Arábia Saudita 125,3
35º Exxon (EUA) 122,4
36º Wal-Mart (EUA) 119,3
37º Grécia 119,1
38º Finlândia 116,2
39º Marubeni(Japão) 111,2
40º Sumitomo(Japão) 102,4
41º Malásia 97,5
42º Portugal 97,4
43º Singapura 96,3
44º Toyota Motor (Japão) 95,2
45º Israel 92,0
46º General Electric (EUA) 90,8
47º Colômbia 85,2
48º Filipinas 83,1
49º Nissho Iwai (Japão) 81,9
50º IMB (EUA) 78,5
51º NTT (Japão) 77,0
52º AXA-UAP (França)76,9
53º Egipto 75,2
54º Chile 74,3
55º Irlanda 72,0
56º Daimler Benz (Alemanha) 71,5
57º British Petroleum (Reino Unido) 71,2
58º Venezuela 67,3
59º Grupo Volkswagen (Alemanha) 65,3
60º Nova Zelândia 65,0
-As 60 maiores potências económicas do mundo - Estados e empresas (1)
-PIB ou volume de negócios em milhares de milhões de dólares (2)
-PIB ou volume de negócios em milhares de milhões de dólares (2)
(1) (2)
1º Estados Unidos 7745,7
2º Japão 4201,6
3º Alemanha 2100,1
4º França 1398,5
5º Reino Unido 1271,7
6º Itália 1145,4
7º China(incluindo Hong Kong) 996,4
8º Brasil 786,5
9º Canadá 603,1
10º Espanha 531,4
11º Coreia do Sul 442,5
12º Rússia 440,6
13º Austrália 391,0
14º Holanda 360,5
15º Índia 359,8
16º México 334,8
17º Argentina 322,7
18º Suíça 293,4
19º Bélgica 264,4
20º Suécia 227,8
21º Indonésia 214,6
22º Áustria 206,2
23º General Motors(EUA)178,2
24º Dinamarca 161,1
25º Tailândia 157,3
26º Ford Motor(EUA) 153,5
27º Noruega 153,4
28º Mitsui & Co (Japão)142,8
29º Polónia 135,7
30º África do Sul 129,1
31º Mitsubishi(Japão)129,0
32º Shell(Holanda e Reino Unido) 128,1
33º Itochu(Japão) 126,7
34º Arábia Saudita 125,3
35º Exxon (EUA) 122,4
36º Wal-Mart (EUA) 119,3
37º Grécia 119,1
38º Finlândia 116,2
39º Marubeni(Japão) 111,2
40º Sumitomo(Japão) 102,4
41º Malásia 97,5
42º Portugal 97,4
43º Singapura 96,3
44º Toyota Motor (Japão) 95,2
45º Israel 92,0
46º General Electric (EUA) 90,8
47º Colômbia 85,2
48º Filipinas 83,1
49º Nissho Iwai (Japão) 81,9
50º IMB (EUA) 78,5
51º NTT (Japão) 77,0
52º AXA-UAP (França)76,9
53º Egipto 75,2
54º Chile 74,3
55º Irlanda 72,0
56º Daimler Benz (Alemanha) 71,5
57º British Petroleum (Reino Unido) 71,2
58º Venezuela 67,3
59º Grupo Volkswagen (Alemanha) 65,3
60º Nova Zelândia 65,0
-As 60 maiores potências económicas do mundo - Estados e empresas (1)
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